Vinil, bem ao gosto do seu paladar

Vinil: colocá-lo para tocar é algo que vai muito além de uma simples audição. O disco roda e toca todos os sentidos corpo humano.

Disco de vinil, long play ganha vida

O Lp está mais vivo do que nunca

É uma viagem pelas dimensões sensoriais da audição, do olfato, da visão e (por que não?) do paladar.

Ao que tudo indica, os novos tempos do mundo digital não esqueceram o velho modo de se ouvir música,  pois o som que ainda contagia muito gente é mesmo o dos discos de vinil.

No Reino Unido, por exemplo, a onda retrô dos antigos Lps alcançou mais de 3,2 milhões de unidades vendidas em 2016. Esse foi o maior número nos últimos 25 anos, de acordo com British Phonographic Industry (BPI – Indústria Fonográfica Britânica).

E durante ano de 2017, o nicho nostálgico dos vinis deverá estar mais vivo do que nunca no mercado mundial da música. A expectativa é de que 40 milhões de discos sejam comercializados, movimentando o segmento fonográfico do vinil (venda de discos, toca-discos e acessórios) em torno de 1 bilhão de dólares. Um feito que não acontece desde a era dourada dos anos 80.

Essa informação é da agência londrina Delloitte Global, uma das maiores empresas de finanças e consultoria do mundo, inclusive com escritórios em 12 cidades brasileiras. Pelo que se nota, a fase parece ser bastante favorável para os discos de vinil.

O curioso, entretanto, é saber o que estaria levando os velhos “bolachões” a cair no gosto dos consumidores de música do novo milênio.

O ponto central a respeito desse assunto tem a ver com a ausência da materialização do som na atualidade. É que, na era digital, ele assumiu um aspecto fugidio e evanescente. Ora, a maioria da música disponível para consumo também se tornou virtual, deixando a sensação de que não se pode tocá-la ou tateá-la com as mãos, na visão de Portugal (2013).

Obviamente que esse suposto “contato” com a música nunca existiu. Mas o disco de vinil, de certa forma, garantiria essa possibilidade. Ele tornaria o som concreto, seria a materialização de uma banda preferida, de uma canção de determinada época ou de um momento especial. Enfim, por estar incorporado num suporte físico, o vinil seria capaz de transformar a música em algo palpável.

A questão que se coloca, no entanto, é como se daria o desenrolar desse processo. De que forma ele ocorreria?

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