Vida e Morte, sentido psicanalítico da história.

Vida e Morte, reinterpretação extrema e chocante do pai da psicanálise. Norman O. Brown vira e revira Freud de ponta cabeça.

Vida contra Morte. Sentido psicanalítico.

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Esse livro é para todos aqueles que estão dispostos a questionar antigas concepções e tentar novas possibilidades.
Será preciso deixar na quarentena toda a atividade do chamado “senso comum”. Com ideias prontas e imutáveis não se pode ler Norman O. Brown, e nem entender toda a profundidade de Vida contra Morte.

Apesar de toda a sua obsessão pelo progresso, a humanidade ainda não sabe o que quer. Freud tinha razão: nossos verdadeiros desejos são inconscientes.

E uma humanidade inconsciente de seus desejos é incapaz de obter satisfação, logo ela seria hostil à vida e estaria prestes a destruir-se. Se não for pela bomba atômica, com certeza será pela poluição, pelo efeito estufa e por outras tendências suicidas.
Detrás de tudo isso está o sinistro Instinto de Morte, que já fora identificado por Freud na fase madura de sua obra.

“Precisamos chegar num acordo com nossos instintos e impulsos – vida e morte – ou certamente morreremos”, adverte Norman O. Brown.

Vida contra Morte: o sentido psicanalítico da história

Aclamada entre as grandes obras de não-ficção do século 20
Autor: Normam O. Brown
Tradução: Nathanael C. Caixeiro
Petrópolis, Vozes, ano 1972
389 págs. Livro usado
Possui grifos de caneta, sem comprometimento da leitura ou manuseio do livro.

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Vida contra Morte fundamenta uma teoria psicanalítica geral da história e da cultura. Substitui o dualismo instintivo pessimista de Freud por um dialética instintiva vista como a solução para as neuroses humanas.
A partir da teoria da repressão, passando pelo desenvolvimento das teorias de Freud sobre instintos, pelos estágios da sexualidade infantil e pelas importantes teorias da sublimação e da fantasia, Brown nos propõe uma reunificação dos instintos da vida e morte com a cessação da repressão.

A obra inaugura uma nova perspectiva e parte para abordagens audaciosas, que nem mesmo o neofreudismo seria capaz de empreender.
Ela discorre sobre a analidade ou a ”visão excremental da história”, e investiga as consequências revolucionárias, para a ciência e a cultura humana, de um dos mais grotescos paradoxos freudianos.

Para Brown, a psicanálise virou uma ortodoxia petrificada, uma quase escolástica, incapaz de desenvolver o conceito freudiano de instinto de morte. Todos os fundamentos metapsicológicos da doutrina de Freud exigem reinterpretação, sendo que o instinto de morte é a parte central.

Juntamente com Sócrates, Hegel, Marx, Nietzche e Freud, Brown levou a níveis altíssimos a dialética do “conheça a ti mesmo”.  Ao lado de Marcuse, Rozsak, Thimothy Leary, Jean Paul Sartre e outros, ele também inspirou muitos jovens inconformistas e contestadores dos anos da guerra fria.

O autor reconhece que seu esforço em interpretar a psicanálise, reelaborando-a dialeticamente, é uma arrematada excentricidade. Mas Brown não quis fazer um livro correto, certinho.
A intenção foi desbravar outras possibilidades, pouco importando em chegar nas últimas consequências para se mostrar as mais loucas e novas ideias aqui anunciadas. Se bem que de maluco Freud também não ficava atrás, provoca Brown.

De qualquer forma, se lermos com atenção Vida contra Morte, com o senso comum devidamente suspenso, Norman O. Brown não nos parece assim tão excêntrico. Pelo contrário, ele é cada vez mais central.

Norman O. Brown

Norman O. Brown

Norman Oliver Brown (1913 – 2002). Pensador e filósofo, foi professor emérito de humanidades da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz.
O pensamento de Norman O. Brown é uma das mais alucinantes aventuras intelectuais de nossos tempos.
Sua influente carreira englobou teologia, história, psicologia, sociologia, literatura, entre outras disciplinas.
Estudioso libertador e visionário, suas ideias influenciaram uma geração ativista de estudantes da década de 60 e o movimento de contracultura.

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