Mutantes. Vinil original de 74. Progressivo.

Vinil dos Mutantes. Uma pérola do rock progressivo nacional que entrou para a história da música: Tudo foi feito pelo sol.

Mutantes, vinil original de 1974

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Os Mutantes marcaram para sempre o tropicalismo e o rock brasileiro. Fazendo jus ao próprio nome, a banda representou uma mistura de gêneros musicais diferentes: da MPB à música erudita, de Beatles ao rock psicodélico e progressivo, passando pelo experimentalismo até a mais completa irreverência.

Mas é depois de 1974, com a gravação do sexto álbum, Tudo foi feito pelo sol, que os Mutantes ganhariam prestígio internacional e passariam a ser reconhecidos como os memoráveis ícones do rock tupiniquim.

Esse disco tornou-se um dos maiores clássicos do rock progressivo brasileiro de todos os tempos, além de ser considerado o mais vendido de toda a história da banda. Na época, ele foi muito cultuado por colecionadores europeus, e ainda hoje continua a ser uma verdadeira relíquia entre os aficionados da boa música.

Bastante distinto de tudo que já se havia produzido anteriormente pela banda, o lp possui 7 faixas com acordes longos e bem elaborados, uma sonoridade pesada que inclui ampla presença de pianos e sintetizadores.

Mutantes – Tudo Foi Feito Pelo Sol

Lp Vinil. Capa dupla.
Algumas manchas junto a borda da capa.
O disco, porém, está em bom estado de conservação.
Gravadora Som Livre. Ano 1974.

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Entre os destaques musicais do lp estão Pitágoras e a faixa título do álbum. Elas revelam todo o detalhismo conceitual do trabalho e exploram, ao máximo, as possibilidades dos instrumentos.

Vale ressaltar que o disco foi gravado em um só take, ou seja, sem qualquer pausa ou interrupção no estúdio. Escutá-lo é realmente uma experiência viajante que nos conduz ao êxtase das mais diversas sensações alucinógenas.
Exemplo disso é Desanuviar, música com acordes ascendentes que atingem trechos frenéticos de um som intenso para, em seguida, mergulhar na calmaria zen de letárgicos sintetizadores e relaxantes cítaras indianas.

Capa dupla interna do disco

Capa dupla do disco

Cumpre lembrar que se trata do primeiro disco gravado sem o fundador dos Mutantes, Arnaldo Baptista. A banda estava completamente reformulada, restando apenas Sérgio Dias (guitarra, vocais e cítara) que era da formação original. Já os outros integrantes dessa nova fase eram Túlio Mourão (piano, órgão, minimoog e vocais), Antônio Pedro (baixo e vocais) e Ruy Motta (bateria, percussão e vocais).

  • Lado A
    Deixe Entrar Um Pouco D’Água No Quintal
    (Sérgio Dias – Liminha – Ruy Motta)
    Pitágoras
    (Túlio Mourão)
    Desanuviar
    (Sérgio Dias – Liminha)
  • Lado B
    Eu Só Penso Em Te Ajudar
    (Sérgio Dias – Liminha)
    Cidadão Da Terra
    (Sérgio Dias – Liminha)
    O Contrário De Nada É Nada
    (Sérgio Dias – Túlio Mourão)
    Tudo Foi Feito Pelo Sol
    (Sérgio Dias)

Os Mutantes surgiram em 1966 na capital paulista São Paulo. Eles formavam um trio composto por Rita Lee (vocais) e pelos irmãos Baptista, Arnaldo (baixo, teclado e vocais) e Sérgio Dias (guitarra, baixo e vocais).

Rita Lee entre os irmãos Baptista. Mutantes.

Rita Lee entre os irmãos Baptista

Passaram também pelo grupo, durante o tempo de sua existência, o baixista Liminha, o baterista Dinho Leme, além do instrumentista Cláudio Baptista, irmão mais velho de Arnaldo e Sérgio Dias.

No início da carreira, o trio se chamava Os Bruxos. A mudança definitiva para Mutantes veio de uma sugestão do cantor Ronnie Von que, na ocasião, estava lendo O império dos Mutantes, livro de ficção científica do francês Stefan Wul.
O artista, que era um dos ícones da Jovem Guarda, também apresentava, aos domingos na TV Record, o programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, no qual os Mutantes fizeram a sua primeira aparição na TV em 15 de outubro de 1966.

A partir de então, o trio se transformaria num dos mais importantes expoentes da nova MPB influenciada pela Tropicália.

Em 1971, ocorre o casamento entre Arnaldo e Rita, porém, logo viria a separação já no ano seguinte. O que acabou resultando na saída de Rita Lee dos Mutantes.
Embora se alegue que ela tenha deixado o trio por causa das diferenças musicais com os irmãos Baptista, tudo indica que o verdadeiro motivo foi mesmo o fim do casamento com Arnaldo.

Acontece que, naquele período, os integrantes do grupo viviam numa comunidade alternativa na Serra da Cantareira, localizada na zona norte da cidade de São Paulo. Nesse lugar, era comum não só o consumo de drogas, mas também a prática constante da troca de parceiros sexuais. Comenta-se que isso acabou minando o relacionamento entre Arnaldo e Rita Lee.

Seja como for, desde a separação, Arnaldo passou mais e mais a depender de drogas (sobretudo o LSD). Caiu em depressão, começou a apresentar comportamentos patológicos e a brigar frequentemente com os demais integrantes dos Mutantes, terminando por deixar o grupo em 1974.

Referências:
ARMAZÉM DO ROCK NACIONAL. Os Mutantes – Discografia. Dezembro, 2013.

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