92% Sim aos livros impressos, diz estudo sobre leitura

Livros impressos – as razões que fizeram deles uma preferência majoritária para 92% dos jovens estudantes universitários.

Livros impressos versus livros digitais

Universitários preferem beber na fonte dos livros impressos

Na contramão de uma sociedade que navega cada vez mais na cultura digital, os livros impressos seguem firme e forte, na crista da onda, ganhando o apreço da maioria dos jovens estudantes universitários.

Essa constatação vem de uma recente pesquisa realizada por Naomi Baron, autora do livro Words Onscreen: The Fate of Reading in a Digital World ( Palavras na Tela: o destino da leitura num mundo digital), lançado em 2015. A obra é uma reflexão sobre como as novas tecnologias e o uso generalizado da internet afetam a nossa maneira de ler e escrever, analisando as implicações do quanto isso pode acarretar para um futuro próximo.

A leitura impressa garante maior concentração

Livros impressos: menos dispersão

Linguista e diretora executiva do Centro de Ensino, Pesquisa e Aprendizagem da American University, em Washington, Baron e sua equipe entrevistaram 300 universitários de 18 a 26 anos nos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Índia e Eslováquia.

O resultado mostrou que 92% deles escolhem os livros impressos em vez dos digitais, principalmente quando se trata de leituras profundas com textos mais longos e lineares, em que foco e compreensão são fundamentais.

Por trás de tamanha preferência,  uma das justificativas destacadas foi a de que o livro digital proporcionaria um baixo nível de concentração e, consequentemente, prejudicaria a absorção das informações.

Segundo os entrevistados, enquanto se lê por meio de smartphones, tablets, e-readers ou pelo computador, a atenção geralmente fica dividida entre o conteúdo e as diversas distrações que tais dispositivos apresentam ao manuseá-los.

Não faltaram também reclamações em relação ao nível de estresse, cansaço nos olhos, dores de cabeça e incômodo físico que seriam atribuídos a eles.

Ler no livro físico sem irritação

Ler no livro físico é tranquilo

Muitas vezes, são efeitos oriundos do excesso de raios luminosos que costumam gerar dificuldades de visão, interferir na atenção, bem como aumentar a fadiga e o mal-estar.

Embora alguns aparelhos digitais já estejam mais adaptados para oferecer maior conforto e comodidade ao leitor, os livros impressos continuariam a reunir as condições mais favoráveis à leitura, uma vez que o papel, apesar de absorver e refletir a luz, não a emitiria, explica Niemeyer (2010).

Ainda conforme a pesquisa, nem mesmo certos recursos avançados dos suportes virtuais – sublinhar, realçar, riscar o texto ou adicionar notas e comentários – conseguiram dissuadir os adeptos do livro físico a mudarem de ideia.

A alegação foi a de que escrever, de punho, as próprias anotações nas páginas do livro, garantiria uma melhor aprendizagem e retenção do conteúdo.

O apego à materialidade do impresso foi mais além e revelou também outro hábito bastante comum entre os estudantes, qual seja, o de acompanhar até onde já leram do livro. Algo que, virtualmente, seria facilmente resolvido olhando no topo da tela o percentual concluído.

No entanto, os universitários disseram que essa experiência tampouco se compara com aquela de sentir, nas mãos, a quantidade de páginas passadas e quantas ainda restam para serem lidas.

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