Consumo, a visão antropológica dos bens

Livro O Mundo dos Bens: para uma antropologia do consumo. Depuração das ideologias utilitaristas, denunciatórias, hedonistas e naturalistas.

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Difícil é falar sobre consumo sem associá-lo a conotações depreciativas. Por ser algo que toda a sociedade experimenta, ele se transforma em presa fácil de generalizações superficiais, prejulgamentos inconsequentes e suposições precipitadas.

Basta uma simples observação, e logo estamos culpando-o por uma série de coisas, geralmente vinculadas aos chamados problemas sociais. Ou seja, uma infinidade de mazelas que passam pela violência urbana e ganância desenfreada, pelo individualismo exagerado ou por toda a sorte de desequilíbrios (mental, familiar e, inclusive, o ecológico da sociedade contemporânea).

O fato é que o consumo não é para ser pensado, mas para ser condenado como consumismo.

Isso acaba formando no senso comum um preconceito que torna o consumo desprezível, destituído do seu caráter de nobreza.

O livro é um contraponto ao discurso dos críticos da sociedade de consumo que relacionam tal ato com alienação, estupidez, insensibilidade à miséria ou futilidade. Os seus autores vão desmistificar os preconceitos em torno dessa palavra.

O Mundo dos Bens: para uma antropologia do consumo

Obra clássica da área.
Mary Douglas – foi uma das principais antropólogas inglesas.
Baron Isherwood – importante economista inglês e especialista do comportamento do consumidor.
Livro bem conservado. 303 págs
Tradução Plínio Dentzien.
1 ed. Rio de Janeiro: Editora URFJ, 2006.

Frete grátis em Presidente Prudente/SP.

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Essa obra constrói uma ponte entre o que os economistas dizem sobre o específico tema do “comportamento consumista” e o que os antropólogos afirmam a respeito dos motivos que levam as pessoas a desejarem coisas.

O economista sustenta que o desejo por objetos nasce de um impulso psicológico individual. O antropólogo supõe que os objetos são desejados para serem doados ou compartilhados, ou para preencherem obrigações sociais.

Consumir não é um modo de comportamento que se segue à fixação dos padrões sociais. É parte de um modo de vida.
Se quisermos entender como esse processo acontece, algumas questões fundamentais precisam ser aprofundadas como, por exemplo:

Por que as pessoas compram bens? Por que poupam ou gastam, o que compram? Por que são, às vezes (mas nem sempre), tão exigentes quanto à qualidade dos bens?

Amostra do livro O Mundo dos Bens. Consumo

Diante dessas indagações, os autores convocam um diálogo entre antropologia e economia a fim de investigar os complexos significados do consumo.

A constatação é que a sua teoria precisa ser vista como uma teoria da cultura e da vida social, porque as nossas escolhas refletem julgamentos morais e valorativos culturalmente dados.

Em outras palavras, os bens carregam significados sociais de grande importância, criam identidades, dizem algo sobre o sujeito, sua família, sua cidade, sua rede de relações, enfim, eles produzem e ajudam a manter relações sociais.

Para compreender as escolhas de consumo, torna-se imprescindível analisar os processos sociais como um todo, e não apenas o ato em si isoladamente.

Assim, os autores fazem ricas comparações entre diversas sociedades, resgatando etnografias clássicas que abordam relações de troca e consumo em diferentes culturas.

Daí se conclui que os bens funcionam como marcadores culturais, cuja finalidade é viabilizar rituais necessários por meio dos quais os indivíduos se envolvem significativamente com seus pares.

Portanto, as atividades de consumo são sempre sociais, e o livro é um esforço pioneiro para conhecer as suas lógicas culturais. A sua leitura abre uma ampla janela no imaginário da sociedade contemporânea em que, nunca antes, houve uma relação tão intensa entre cultura e consumo.

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