Biólogo entre babuínos por mais de vinte anos

A vida pouco convencional de um neurocientista entre os babuínos africanos. Eles podem nos ensinar a lidar com o estresse?

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Memórias de um Primata é um relato crítico e empolgante sobre os mais de vinte de anos de pesquisa do seu autor entre os babuínos africanos.

Em fins da década de 70 no século passado, o judeu nova-iorquino Robert Sapolsky iniciava uma movimentada carreira de pesquisador pelo continente africano. Deixou a barba e os cabelos crescerem para se passar por um babuíno no meio das florestas do Quênia.

Recém-formado em Harvard, com apenas 21 anos e uma modesta bolsa de estudos, o jovem intelectual resolveu estudar o comportamento dos babuínos, especialmente a relação entre estresse e doença nesse grupo de macacos.

Para tanto, passou a viver sozinho numa barraca dentro da selva, na companhia de poucos moradores de uma aldeia sem água corrente, telefone, TV, rádio ou energia elétrica.

Memórias de um primata

A vida pouco convencional de um neurocientista entre os babuínos

Autor: Robert M. Sapolsky.
Tradução: Roberto Sassi.
São Paulo: Companhia da Letras, 2004.
448 págs. Livro seminovo. Bom estado.

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Sapolsky acordava às seis da manhã e encontrava os primatas às sete, quando eles começavam a descer das árvores.
Gastava boa parte do tempo em observar as suas interações sociais no ambiente selvagem, tentando acertá-los com dardos tranquilizantes. Quando conseguia, passava o resto do dia com o animal realizando testes médicos e extração de sangue.

Os estressores sociais podem causar aflições físicas e mentais. Porém, alguns babuínos sabem se livrar muito bem deles. Nós humanos também deveríamos ser capazes.

Além das descobertas científicas, esse livro mostra ainda os fatos curiosos, assustadores e engraçados do dia a dia na África desse pesquisador que, hoje, é um eminente professor de biologia e neurologia na Universidade de Stanford.

São retratadas as suas dificuldades de vida em vários países como Quênia, Uganda, Zãmbia, Ruanda e Moçambique, em lugares como a nascente do rio Nilo, desertos e florestas, vilas, cidades e cabanas.

A experiência incomum de Sapolsky pelo continente negro lhe rendeu trabalhos acadêmicos decisivos para a sua carreira, o que o levou a escrever esse livro marcado por muito bom humor e suspense, uma mistura de biologia de campo, histórias, hilários mal-entendidos transculturais e de aventuras inacreditáveis.

O medo de ser assassinado no meio do deserto, por exemplo, foi um momento angustiante sentido na pele. Tal episódio inspirou um capítulo de teor fantástico a respeito desse pesadelo sem igual.

Após tanto tempo convivendo no meio dos babuínos, o autor chegou ao ponto de conhecer cada um deles como indivíduos de complexidades, de defeitos e qualidades, de traços de caráter e de inteligência.

Tensões, sofrimentos, intrigas políticas, mas também amizades sólidas e afetuosas.

O livro conta a trajetória gradual da entrada de Sapolsky no grupo. A forma pela qual foi ganhando a confiança dos babuínos e entendendo as suas relações sociais. Assim, ele foi descobrindo que alguns babuínos são tremendos canalhas, enquanto outros são heróis abnegados e solidários entre si.

Sapolsky acabou se identificando, em especial, com Benjamin, um babuíno tímido e atrapalhado, descabelado, sem o menor jeito com as fêmeas.

Nesse trabalho de campo, o autor se deparou ainda com verbas insuficientes para a sua pesquisa, falta de material, burocracia e corrupção em grande escala. Companhias de turismo, empresas e hotéis, em conluio com autoridades locais, que pareciam se unir para sabotar a proteção da fauna africana, burlando a legislação que protege a vida selvagem nos parques nacionais.

Esse cenário foi tema do último capítulo do livro, extremamente crítico a respeito da exploração estrangeira na África. Depois dos saques e roubos durante a época colonial, o Ocidente continua a explorar a África de maneiras bem mais sutis, mesmo quando as intenções são as melhores, conforme alerta o autor.

Robert Sapolsky, autor do livro

Robert Sapolsky

Robert Maurice Sapolsky, professor de biologia, neurologista e pesquisador associado ao Institute of Primate Research, do Museu Nacional do Quênia. Considerado um dos melhores escritores cientistas pelo The New York Times.

Ao longo de sua carreira, ele tem recebido inúmeras honras e prêmios como a prestigiosa bolsa de estudos da MacArthur Fellowship (Genius Grant).
Foi agraciado também com o prêmios Jovem Investigador de Ciência e Jovens Pesquisadores do ano, pela Sociedade de Neurociências, Sociedade Internacional de Psiconeuro- endocrinologia e Sociedade de Psiquiatria Biológica.

Os seus trabalhos costumam ser amplamente divulgados pela imprensa internacional, com diversos artigos científicos publicados nas mais renomadas revistas especializadas.

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