A barbárie sobre o i-mundo moderno

Jean-François Mattéi. A barbárie sobre o i-mundo moderno

A barbárie sobre o i-mundo moderno. E a sua relação com a decadência da educação, a ditadura da cultura de massa e o advento de regimes totalitários.

A barbárie sobre o i-mundo moderno
R$ 50,00

O conceito de barbárie esmiuçado em todas as suas nuanças, a começar pelos relatos de Homero, passando pela Grécia e Europa até os dias atuais.

Nos dois primeiros capítulos iniciais, o autor esclarece as diferenças do conceito de barbárie na Grécia e no universo cultural romano.

Já no terceiro capítulo, é desenvolvida a ideia de barbárie do sujeito, concluindo que ela é elementar e consubstancial ao Homem, não podendo ser encarada como um acidente infeliz da história.

A partir daí, o livro levanta questionamentos referentes ao processo educacional, à cultura e à política que seriam paradigmas de barbárie, e não de civilização como é comum pensarmos. As críticas são articuladas em capítulos próprios criados especificamente para cada um daqueles itens.

A barbárie interior – Ensaio sobre o i-mundo moderno

Autor: Jean-François Mattéi. Tradução: Isabel Maria Loureiro. Livro semi-novo. Bem conservado e sem rasuras. Editora Unesp: ano 2002. São Paulo, 368 páginas. Frete grátis em Presidente Prudente/SP

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A clivagem tradicional entre civilização e barbárie, baseada na exclusão do bárbaro, viria mais dos romanos do que dos gregos. Seria em Roma, portanto, que o termo ganharia o estereótipo antropológico daquele que está a todo momento ameaçando a civilização. Bárbaro como alguém “de fora”, o “externo” que deve ser exterminado.

A barbárie sobre o i-mundo moderno
A barbárie sobre o i-mundo moderno

E com a ascensão do cristianismo, essa noção de bárbaro passaria a ser mais exacerbada ainda, vista não só como perturbação da ordem da cidade, mas também como perturbação da alma, devendo, pois, ser combatida para diminuir as pulsões de violência presentes no espírito humano.

Não esqueçamos, entretanto, que os textos bíblicos do Novo Testamento, e também os escritos sobre descoberta/dominação da América, mostram como os ditos “civilizados” atuavam de modo violento (como os bárbaros) em relação aos chamados de bárbaros. Estes, paradoxalmente, até possuíam uma postura, muitas vezes, “civilizada” para com aqueles.

A barbárie não é algo externo que se afronta ao civilizado. Mas sim uma face paradoxal da civilização que vem à tona, quando ela se torna arrogante de si.

Assim, não haveria um mundo bárbaro, o que existiria é o i-mundo ou a-cosmia. Quer dizer, uma forma de desenvolvimento do ser humano sem levar em consideração bases concretas de senso de comunidade, ou ainda de humanidade. O que acarretaria efeitos nos sistemas educacionais, na cultura e na política.

Jean-François Mattéi, filósofo francês
Jean-François Mattéi

Jean-François Mattéi foi um filósofo francês especialista em filosofia grega e política. Doutor em Filosofia e História das ideias.

Para ele, a barbárie interior se caracterizaria pela impossibilidade de receber a verdade, porque o confinamento do sujeito em si não deixaria espaço para qualquer abertura. Em outros termos, viver na afirmação da própria subjetividade e rechaçar referências éticas aceitas por todos, que a ultrapassam e elevam, seria uma barbárie interior.

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